A loja dos Horrores

Ontem fui comprar umas bermudinhas para o Ravi, que andava carente de bermuda boa pra sair. Decidimos ir no centro comercial (que termo bonito não é mesmo?) do bairro porque compraríamos pelo menos 3 bermudas com o preço de uma no shopping. E lá fomos nós...
Compramos uma bermuda linda na primeira loja e entramos na segunda, a loja é velha ~clássica~ já, minha mãe costumava comprar roupas pra mim naquela birosca e por isso sempre passo lá pra ver se tem coisas interessantes para o curumim, enfim...
Ontem a loja estava cheia e o seu Marinho (o dono) não estava por lá, mas por outro lado haviam cerca de 10 vendedoras. Assim que entramos uma dela veio nos atender, super simpática e solícita, nos mostrou diversos modelos de bermudas e eu escolhi duas, e fui com o Jagi para o provador, como eram pouco mais de meio dia, ele já havia entrado no modo "Estou Com Sono" e estava ranheta e aí começou toda a palhaçada. "Dá um pirulito pra ele", disse a vendedora que nos atendia, "Ele não come doce." eu respondi muito educada. Ravi começa a reclamar que não quer experimentar a bermuda, eu vou vestindo nele conversando com ele e de repente alguém o entrega um caminhão de brinquedo a ele que se acalma e se distrai. Saímos do provador e fui até minha mãe "você vai levar?" ela me pergunta, "eu não, você que deu na mão dele." eu respondo, ""não fui eu, foi a menina".
Ok, tiro eu o caminhão da mãe do Ravi que inicia uma gigantesca pirraça unindo o sono ao desejo do maldito caminhão.
"É só R$15, vovó. Vai deixar ele ficar chorando?" diz a vendedora, minha mãe respira fundo e ignora. "Tem gente querendo tomar uma injeção aí? Se ficar chorando a tia vai dar uma injeção." entra outra vendedora na equação "Dá um pirulito pra ele que ele para" ela insiste . "Ele não come doce." Respondo eu, já não tão educada. "E também não quer injeção não. Está com sono e agora quer um carrinho que deram na mão dele sem me perguntar se eu pretendia comprar.".
Pagamos e saímos, mas não sem antes a caixa oferecer novamente um pirulito para o Ravi.
Assim, eu encerrei minhas compras nessa loja. Enquanto eu lembrar disso não volto mais lá. Pela falta de respeito em entregar um brinquedo na mão de uma criança e pela audácia de ameaçar meu filho que chorava, enquanto eu, a mãe, fazia de tudo para acalmá-lo.
Eu espero que o seu Marinho contrate melhores funcionários no futuro, espero mesmo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A perda gestacional existe...e tem rosto.

Epifanias

Uma Baita Viagem?!