Contradições maternas

Eu estava sentada no chão da sala, Ravi cantava e batia palma. ele me abraçou, me beijou, me fez carinho, disse que eu era "munina" e me tirou pra dançar. Foi lindo, foi maravilhoso, foi fofo...e eu pensava com os meus botões que momentos como aquele acabariam me induzindo a ter mais uns 2 ou 3 curumins.
...Menos de uma hora e uma tarefa simples que resultou no cansaço de quem havia trabalhado um dia inteiro depois, eu queria deitar um tiquinho, tirar um cochilo, mas Ravi não estava na mesma vibe. Pedi que o pai cuidasse dele por 30 min, mas parece que quanto mais a gravidez avança menos eles se entendem e começou uma choração que estava me tirando do sério e lá fui eu pegar a cria. Deita com ele, faz carinho, ele se acalma e eu consigo cochilar... Por sei lá 15 minutos até meu celular tocar. Minha mãe foi pra uma reunião e esqueceu a pasta com tudo que iria precisar em casa e advinha quem tinha que levar a pasta?
Quando eu voltei, Ravi já não estava mais quieto, o pai dele já havia se isolado no escritório e eu ainda estava exausta. E aí eu pensei com os meus botões que momentos como aquele iriam me induzir a fechar a fábrica o quanto antes.

Comentários

  1. Ai Mari, tem horas que dá vontade de fugir né?! Ás vezes, parecem que são duas crianças, pelo menos aqui em casa, aí eu tbm desisto de delegar qualquer coisa e vou eu mesma cuidar da cria. A fábrica por aqui segue fechada, e acredito que dificilmente irá abrir novamente!

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