Pré - ocupações

Eu tinha medo de dar banho em recém-nascidos, eu tinha pavor da ideia de pegar uma criaturinha tão indefesa e enfiar numa banheira, e aí Ravi nasceu e dar banho nele foi tão natural e eu tirava de letra.

Daí eu passei a ter medo do desfralde e do desmame, de não conseguir fazer as coisas fluírem, de não saber respeitar o tempo dele, da minha paciência esgotar. E as duas coisas aconteceram de forma natural e tranquila, sem crise.

Eu tinha medo de não saber educar, de transformar a educação não violenta numa educação permissiva, mas so far so good.

Eu morria de medo de não conseguir ser uma boa mãe, mas eu sei quando ele quer fazer xixi quando está dormindo e consigo levantar, levá-lo no banheiro e traze-lo de volta pra cama, conheço a diferença do choro de sono pra simples manha. E tenho paciência pra lidar com a pirraça, na conversa, na argumentação.

Não estou me gabando dessas coisas não. É só que quando a gente para, pensa e olha pra dentro e pra fora, geralmente, as coisas fazem mais sentido. Eu estava bem tensa, nervosa, preocupada em como vai ser com 2 crianças, e aí lembrei que só vou saber na hora! E que apesar de não ser fácil, vai TER QUE ser...então eu vou aprender. E vamos, assim no plural porque somos um time, nos adaptar.
Marido que lavava banheiro só com água hoje em dia é um excelente dono de casa, então ele vai aprender a ter paciência com o Ravi, a por pra dormir, a brincar sem agir como se os dois tivessem 2 anos de idade.
Daqui um ano ou dois (ou 10) vou lembrar dessa época e perceber como me preocupei a toa.
E não tem coisa melhor pra aliviar o desespero, o peso na consciência, o medo é todas as sensações confusas que batem vez ou outra do que encontrar gente que tá no mesmo barco. Um comentário que diz "tamo junta" é um dos melhores remédios que existem.
Então mulherada: "Tamo junta!", por aqui não tem mãe perfeita, vida perfeita e nem perfeição nenhuma, mas tem uma ou outra vitória pra mostrar que, no fim, tudo dá certo.

Comentários

  1. Amei! Que real!
    Eu tenho um bebê de 1 ano e 2 meses e penso em ter outro, mas as "pre-ocupações" não me permitem chegar nesse ponto, por medos que eu só vou descobrir se sou capaz ou não quando realmente for mãe de 2.

    http://despertar-maternal.blogspot.com.br/?_sm_au_=iZVZNJ5Q6nNrjt35

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  2. Sua maravilhosa! Que felicidade que é acompanhar vocês, Mari, sua caminhada, seus aprendizados. E é bem isso mesmo, a gente vai aprendendo enquanto caminha, não tem outro jeito de ser. Também me peguei pensando nisso esses dias, em como tendemos a sofrer por antecipação, e como a realidade se mostra bem mais gentil do que pintamos.

    Vamos juntas!

    Beijo grande!

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  3. Como você disse só dá para saber quando acontecer e muitas vezes tiramos de letra, vivendo um dia de cada vez, resolvendo um problema por vez e assim seguir o caminho! Tamo junta!

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  4. Tamo junta!!

    E juntas vamos - vcs aí e nós aqui - descobrindo os caminhos, as levezas, as possibilidades, as vitórias...
    Que venham os desafios!! ;)

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