A maternidade

Ter um bebê é mais do que um ensaio new born e fotos fofas nas redes sociais.
A maternidade é difícil, e muitas vezes, solitária.
É o coque mal feito porque é o que dá tempo, a unha descascando, as olheiras, é parar de comer pra limpar bunda, é conferir no meio da noite se o bebê está respirando porque está muito tempo sem chorar, é a sensação de que se passar mais uma noite sem dormir a gente surta, mas passar assim mesmo.
É sentir falta de ser você, mas ao sair sem a cria não pensar em outra coisa.
É amar outra pessoa mais do que a si mesmo, um amor que chega dói.
É a vontade de tirar do caminho todas as dores, físicas e psicológicas.
É temer a morte, não por si, mas por medo do que possa acontecer aos seus sem você por perto.

Não dá pra se preparar pra maternidade apenas escolhendo o tipo de parto, contratando um fotógrafo pra fazer desde o ensaio gestante até a festa de um ano. Tem que se preparar é pro puerpério!!!!
Não é mole e ninguém te avisa sobre ele, porque algumas mulheres tem vergonha e outras preferem fingir que não aconteceu com elas, algumas outras bloqueiam, esquecem como esse começo é medonho, deve ser mecanismo de defesa pra que elas tenham mais filhos.

Comentários

  1. Não é fácil mesmo! E é triste porque tecnicamente deveria ser este, o mês mais "mágico" já que esperamos tanto pelo mesmo. Más a realidade é outra né, o primeiro mês é difícil demais e as vezes, tudo que queremos é fugir por umas horas!!! Força Mari, jaja isso passa...

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  2. Eu acho que a gente se esquece mesmo do puerperio. Mas pra mim eu acho que eu não esqueci, mas hoje sinto que valeu a pena, sabe? Como se fosse assim: olha, foi foda demais, mas olha só que coisa mais linda do mundo que a minha filha é! Eu acho que me ajudou muito eu ter lido muitos relatos honestos sobre o puerperio e eu me preparei pra enfrentar uma guerra terrivel e sangrenta. A minha expectativa era a pior do mundo. Isso deve ter facilitado.
    Força aí Mari! Vale a pena!

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  3. Realmente o puerpério é punk, a maternidade é punk, é uma delícia com certeza, mas é difícil, cansativa, é preciso parar de culpar as mulheres por se sentirem assim. Ninguém precisa de dedos apontados, todas precisamos de mais compreensão, colaboração, ajuda e empatia. Força Mari, logo logo o turbilhão passa e a rotina vai entrando nos eixos!
    Bjs em vcs!

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  4. Tb acho que a gente esquece!!
    Mas, sim, passa mais rápido do que parece possível na hora...

    Um abraço apertado, força e paciência, Mari!
    Beijos

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