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Mostrando postagens de Outubro, 2016

5 meses: Celebrações e Desenvolvimento

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Ontem Cecília completou 5 meses (e Ravi completou 2 anos e 11 meses) e como faço todos os dias 26, fiz um bolinho pra gente celebrar.

Peguei uma receita de bolo de café na internet e já na metade da receita, me arrependi. A receita pedia 4 xícaras de farinha de trigo, 3 de açúcar, 2 de café já pronto e 1 de chocolate em pó...haaja material, além de pedir 1 xícara de margarina derretida. Amiga, olha pra mim e vê se eu tenho cara de quem derrete margarina antes de fazer bolo? Enfim, meio arrependida de gastar tanto material assim no fim do mês, segui fazendo meu bolo. Coloquei pra assar, passei um cafézinho, fiz um brigadeiro com cacau em pó pra jogar por cima. O bolo ficou lindo, cantamos parabéns para as crianças e comemos, tava ótimo, delicinha mesmo e aí na metade da primeira fatia percebi que havia esquecido o leite, fiquei me achando a boleira number one do Universo porque me bolo ficou fofinho mesmo sem leite...aí olhei a receita e vi que não leva leite.

E como está a Batata com …

Sobre heróis e princesas

Todo mundo deve ter visto a matéria sobre os pais que deram ao filho um nome neutro e não contaram pra ninguém se a criança é menino ou menina (caso não tenho lido ainda, aqui).
Eu me acho bem desconstruída, mas achei a coisa toda meio exagerada, já que vivemos em comunidade e isso pode prejudicar mais que ajudar.
Mas, essa matéria serviu para me fazer pensar um pouco na construção de gênero aqui em casa, porque vejam bem, Ravi adora super heróis, tem um montão de Vingadores, mais roupas do Homem Aranha do que eu gostaria, vive assistindo desenhos e filmes do tema (sério, ele já sabe as falas do Guerra Civil).  Já para Cecília, eu pensei em fazer o primeiro aniversário com tema de Princesas (ou Dra Brinquedo).
E aí ficou minha dúvida, será que eu pago de desconstruída, mas no fim das contas sigo repetindo o que todo mundo faz?
Aqui em casa brinquedo não tem sexo, é de criança e pronto. Ravi tinha inclusive uma boneca no meio dos seus heróis, mas eu guardei há alguns dias pois a avó p…

A perda gestacional existe...e tem rosto.

A Associação Projecto Artémis está com um vídeo no Facebook muito bom, sobre a conscientização da perda gestacional. O vídeo traz o rosto de pais que perderam seus bebês durante a gestação e enfrentam a falta de tato da sociedade, que não vê aquela perda como a perda de um filho.
Assistam aqui.

Esse é um tema que me é muito real, já que há 4 anos eu perdia um bebê. E o que aconteceu aqui foi que ou agiram como se fosse algo "pouco" ou como se nada tivesse acontecido.
Minha família materna decidiu agir como se não houvesse acontecido nada, como se toda a gravidez tivesse sido uma fantasia coletiva e aí com menos de 40 dias de parida (vejam bem, minha perda foi as 38 semanas, caso você não conheça a história) queriam que eu fizesse favores absurdos. Não tinha bebê, não tinha puerpério, né?
Algumas pessoas agiram como se o Ravi fosse "uma segunda chance" e cheguei a ter de responder se o nome seria o mesmo.
Houveram os consolos do tipo "se tivesse nascido doente …

Cecília

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Aka Batata


Cecília segue a linha bebê perfeito.
Sorridente e carinhosa. Batata fala muito, e parece entrar em estado de graça quando o irmão está perto. Veio pra bagunçar o que já não estava muito arrumado e me apresentar toda uma nova versão de mim que não conhecia. Dorme bem, mama bem e cheira bem também. Mudou minha perspectiva de vida, me deu vontade extra de chegar a algum lugar e  deixar minha marca no mundo. Ai de mim se não fosse mãe de uma menina, porque o nascimento de Cecília me deu mais vontade de brigar pelos direitos femininos e pela quebra de paradigmas de gênero.
Cecília foi a bagunça mais perfeita que me aconteceu e completou um buraco que eu não sabia que tinha.

Ravi

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AKA Mei Filhe


Se eu tivesse escolhido cada característica de um filho perfeito, ainda assim essa criança não seria tão maravilhosa quanto é o Ravi.
Dono do sorriso mais lindo que eu já vi e com a gargalhada mais gostosa que eu já ouvi na vida.
Ele tem um jeitinho de entortar a boca pra sorrir ou falar alguma coisa que é um charme, e que se eu tento imitar parece que eu tive um derrame.
Curioso e muito observador.
Não é muito simpático com estranhos, mas com a tchurma de casa é uma delícia.
Um verdadeiro comédia, faz piadas e truques de mágica.
O Ravi foi a decisão mais acertada que eu tomei na vida, eu não tenho dúvidas quanto a isso.

Sobre a TAG

Na sexta postei um texto errado aqui, quem me segue pelo blogger conseguiu ler ele todo, por isso resolvi me "explicar".
Eu sofro de Transtorno de Ansiedade Generalizada, e vejam bem, transtornos psicológicos não são fofinhos e engraçados como as pessoas fazem parecer na internet, na vida real é foda!!!

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono. (Daqui) 

Faz uns dias que estou em crise, tenho meus momentos de total preocupação com o futuro e momentos de flashback, ou seja, revivo situações passadas e sinto cada sensação de novo. Um saco!!!! Daí tenho que parar, respirar e focar na respiração…

Wrong Place

Postei aqui um texto que pertencia a outro lugar e por isso apaguei.
Nada de mais, só não estava no lugar certo.
; )

Vintage

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Ravi não é muito chegado em higiene pessoal, não posso mentir.
A hora do banho costumava render um stress medonho, era ele berrando, eu brigando, era quase uma luta de jiu jitsu, mas passou.
Agora, fora os dias de lavar os cabelos, o banho é bem tranquilo, assim como escovar os dentes.
O motivo é um clássico da infância, da minha infância no caso.




Quando vamos lavar os cabelos (dia sim, dia não) ainda rolam gritos de "socorro", eu realmente não sei como nunca ligaram 100 . Mas, um dia de cada vez.

Conceitos

No dia a dia
- Esse brinquedo é de menino (a)
- Não filho, esse brinquedo é de criança. Brinquedo é pra brincar, independente de qual, é pra menino e menina.
No barzinho
- Eu não gosto desse banheiro, quero ir no outro.
- No outro só o papai pode te levar porque é de menino, a mamãe não pode entrar.
- Mamãe, banheiro é de todo mundo.
Ao menos ele entendeu o conceito da coisa, agora resta ele compreender os detalhes.