Amor de mais não faz mal

Bueno, vou começar essa post contando de onde ele saiu.
Sempre fui fã da Supernnany (a Jo Frost) e quando programa estreou no Brasil comecei a acompanhar a Cris Poli também. Só que há uns meses atrás assisti um episódio em que uma menina de 2 anos e meio que dormia na capa com os pais e mamava peito em livre demanda durante a noite foi tirada da Supernnany dessa rotina. A menina passou a tomar uma mamadeira antes de dormir e foi jogada no quarto dela sozinha, ela chorou por 2 horas e meia e a mãe chorou junto do lado de fora, em um momento a mãe tentou entrar no quarto e foi impedida pela Supernanny que disse que se a mãe fosse acalentar a filha ela ia embora "se quiser continuar com isso, eu vou embora" foram as palavras dela. "Isso" era tratar a filha com carinho, no caso. A menina deixou de dormir entre os pais, com afago e peitinho a hora que quisesse e foi largada sozinha num quarto escuro porque já estava grande...depois disso desanimei da Cris e só assisto quando as outras opções não são melhores....
A Cris Poli e alguns pediatras acreditam que amar de mais os filhos faz mal, a criança não fica "independente", afinal, ele precisa saber desde cedo que a vida é dura e que ninguém vai dar colinho quando o bicho pegar...eu discordo!! Aqui em casa vai ter mimo sim, vai ter colinho sim e a cama da mamãe vai estar aberta a hora que ele quiser. Até os 8 anos de idade EU dormia com meus pais, eu tinha meu quarto e minha cama, mas com eles era mais legal. Daí um dia eu ganhei um videocassete (ai que velha que eu sou) e passei a dormir na minha cama, cada noite com uma fita diferente. A mim, amor de mais não fez mal....

Criação com Apego
O que é?

O "attachment parenting" (criação com apego), é uma expressão cunhada pelo pediatra americano William Sears, uma filosofia baseada nos princípios da teoria do apego em psicologia do desenvolvimento. De acordo com a teoria do apego, uma forte ligação emocional com os pais durante a infância, também conhecida como apego seguro, é um precursor de relacionamentos seguros e empáticos na idade adulta.

A Teoria do Apego, originalmente proposto por John Bowlby, afirma que a criança tem uma tendência a buscar proximidade com uma pessoa e se sentir segura quando essa pessoa está presente.  Na Teoria do Apego, o apego é considerado um sistema biológico e as crianças são naturalmente ligadas aos seus pais porque eles são seres sociais, não apenas porque eles precisam de outras pessoas para satisfazer seus desejos. O apego é uma parte normal e saudável do desenvolvimento infantil.


Como criar com Apego?
Não existe um manual de intrução, não existem regras. Tudo o que a criação com apego busca, no final das contas, é estabelecer um vínculo forte e saudável entre pais e filhos, mas a criação com apego segue 8 regras:
1- Preparação para a gravidez, o nascimento e a mater-paternagem.
2- Alimentação com amor e respeito.
3- Responder sempre com sensibilidade.
4- Praticar a Criação baseada no Apego.
5- Incluir essa criação também durante as noites.
6- Fornecer carinho constante.
7- Praticar a disciplina positiva.
8- Esforçar-se para o equilíbrio na vida pessoal e familiar.

Você não precisa seguir as 8, não é uma receita de bolo e tem mais uma coisa criar com apego não é deixar a criança fazer o que ela quiser a hora que ela quiser, não é ser a mãe (ou pai) mais permissivo do mundo.

Eu não estou dizendo que a criação com apego é a forma certa de criar, estou dizendo que é a forma que eu vou criar e estou dizendo que excesso de amor nunca fez mal a ninguém. Ninguém diz "meus pais me amaram de mais quando eu era criança, era abraço, beijo, carinho o tempo todo, horrível". Eu tenho excelentes lembranças da infância, onde tudo que eu lembro é amor em excesso. Lembro da minha mãe cantando pra eu dormir, lembro de ver desenho em família (na hora da corrida que meu pai adora, por isso ganhei meu videocassete), lembro de jogar meu mini baralho com eles e tenho quase certeza que a gente nem jogava nada de verdade, mas meus pais faziam parecer uma jogatina séria. Lembro dos gibis às sexta-feiras e das idas ao Parque Ari Barroso com pai nos domingos de manhã, enquanto minha mãe dava faxina e fazia o almoço. São ótimas lembranças de momentos que só me fizeram bem....

Muito mais e melhor sobre esse assunto aqui (acho que todo mundo deveria acompanhar o Cientista que Virou Mãe), aqui, aqui e aqui.

Comentários

  1. Acredito que educar com afeto, sabendo não ser permissivo, é uma ótima educação!
    Essa criação só "não dá certo" se os pais não conseguirem impor limites, mas aí, em qualquer forma, mesmo na tradicional educação rígida, não daria.
    Muito legal o post, Mari.

    ResponderExcluir
  2. Amiga tem gente que tb perde o bom senso né???
    Eu to lendo o livro daquela encantadora de bebês por enquanto estou gostando rsrs!
    Eu vim te chamar pra correr pro sorteio amiga, eu espero vc decidi o nome pra bordar! Vou fechar a lista amanha! Vai la!!
    Meninas ultima chamada para o sorteio no blog! amanha cedo vou fechar a lista das participantes!! Se n tiver o nome do bebe n tem problema pode bordar só o desenho, ou esperamos decidir o nome!

    http://marjoriekalichewski.blogspot.com.br/2013/08/sorteio.html

    ResponderExcluir
  3. Mari, eu assisto tanto a Jo, quanto a Cris...
    Mas é aquelas coisas... o que eu acho que dá pra aproveitar eu guardo, e o que não dá, eu ignoro...
    Realmente tem momentos que eu fico olhando, e penso: Não é possível que ela está fazendo isso com a criança... hehe...
    A gente tem que ir filtrando mesmo, né? não tem jeito...

    beijooos

    http://esperadomeupresentinho.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Não faz mal mesmo, amoooooooo mimar o Caio! ♥

    ResponderExcluir
  5. Concordo com você Mari, amor de mais não faz mal de jeito nenhum, o que faz mal é falta de limites.
    Bjuss

    ResponderExcluir
  6. Também acho que amor demais não faz mal...esses programas eu só guardo o que acho o que será util, mas tem coisas que não dá!

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Tudo na medida e amor é sempre amor

    Carlah Ventura
    Blog:Intensa Vida

    ResponderExcluir
  8. Oie Mari amei suas colocações, concordo plenamente que amor nunca é demais e o que vemos nos dias de hoje são crianças sendo cuidada por babas ou em cheches por período integral sem o carinho, atenção, cuidado e amor que deveria ter dos seus pais. Se tem uma coisa que eu tenho certeza que prejudica a criança é "Amor de Menos" por que quando adulto ele vai ser o reflexo da sua criação...Pelo que vc escreveu tenho certeza de que seu filho será muito bem criado e uma benção pra vc e toda a sua família.
    Bjokas

    http://elomaterno.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  9. ODEIO gente que gosta de meter o bedelho na criação do filho dos outros, impondo algo que a pessoa não quer. Parente que diz que tem que dar suquinho, não pode ter cama compartilhada com os pais e etc... Acho que no caso da super nanny ela tinha que estudar um pouco mais sobre vários "métodos" de se criar uma criança. Pois da maneira que está ela vai seguir traumatizando muitas e muitas crianças pelo brasil todo!!!! Claro que o método dela funciona né, está há anos praticando por aí, mas nem todas as crianças são iguais. Eu por exemplo nunca dormi com meus pais (a não ser quando era RN e nossa kitnet não tinha espaço nem pra berço). Depois de ter meu quarto ficava lá e pronto. E minha irmã quando nasceu desde RN ficava lá comigo! Quando chorava, minha mãe vinha, depois ia embora e aprendemos a ficar uma na companhia da outra. Acho que a super nanny tinha que estudar como aqueles pais querem formar o filho deles. Querem compartilhar a cama? Ok, então vamos bolar um plano pra fazer dar certo. Não acho que criança criada com apego seja mais bobona e dependente, muito pelo contrário. As criadas "sem apego" também podem ser mais dependentes e medrosas, tudo vai de criança pra criança, de pai pra pai, etc... E parabéns por ler tanta coisa sobre criação ainda grávida... também estou lendo muito rs... Leia também sobre BLW (é um método para introdução de alimentos no bebê, depois do aleitamento exclusivo de 6 meses), é super interessante! Bjs!!

    ResponderExcluir
  10. EU não pretendo fazer cama compartilhada. Meu marido é um brutamontes, às vezes rola por cima de mim hahahahh imagina uma pobre criança RN aqui no meio de nós dois? risos... então vamos ter que bolar outras alternativas. Mas peitinho de mamãe em livre demanda com certeza a neném vai ter!!!

    ResponderExcluir
  11. Oieeee Mari, eu também a um tempo atras desencantei da supernanny, e olha que eu não perdia um episódio... Mas de uns tempos prá venho achando ela muito dura também acho que se tiver que ter mudanças tem que ser aos poucos né?!!!!
    Bjus

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Os comentários são moderados para evitar a fadiga, mas não se acanhe e comente ou me sentirei falando sozinha.

Postagens mais visitadas deste blog

Pensando aqui...

A perda gestacional existe...e tem rosto.

Epifanias