Lá fora

Há algum tempo eu tenho sentido vontade de me mudar pra um lugar mais tranquilo, mais seguro, menos urbano. 
O desejo nasceu ainda na gestação do Igor, eu não queria (e não quero ainda) deixar que meus filhos não pudessem brincar do lado de fora. 
O desejo ainda existe e a cada gravidez só aumenta. 
Nós moramos em uma casa com um quintal bem grande, tem espaço pra correr, pedalar, encher piscina no calor, temos cachorros (três) e uma gata e eu acho que até que não é tão ruim se pensar em um apartamento, por exemplo. 
O problema é que por aqui não tem um lugar pra ir, se eu quiser passar o dia numa pracinha por exemplo NÃO TEM NENHUMA nas redondezas, tinha uma mas o prefeito demoliu pra construção do BRT. Então se eu quiser levar o Ravi pra brincar lá fora preciso me deslocar, no mínimo 7km até o Parque Madureira. O que cá entre nós não é uma situação muito prática, principalmente se levarmos em consideração a criança de 2 anos e a mãe de 2 toneladas e os zero carros que nós temos.
Não é que aqui no Rio nós não tenhamos opção, mas elas estão todas longe. Tem a Quinta da Boa Vista, o Aterro do Flamengo e o Parque Lage, que estão a 18, 24 e 26 km respectivamente. Ou seja, por mais que a ideia de ir lá fora me seduza, nem sempre é fácil.
Eu tenho título de sociedade em um country clube bem legal, com piscina, hotel, parque e verde, muito, muito verde, o único problema é que ele é longe pra cacete (e que marido e Ravi não tem direito, então eu vou de boa e marido precisa pagar R$40 se quiser usar a piscina, Ravi é cortesia), então só vamos quando meu pai está a fim de ir.
Ontem nós fomos e minha gente!!! Como lá fora é legal!!
Muito mato, muito bicho, macacos pulando nos galhos, esquilos (eu nunca tinha visto um esquilo de perto), uma quantidade maravilhosa de borboletas voando por todo canto. A noite começam a vir os bichos menos fofos, deixei de fazer xixi porque tinham pererecas no caminho pro banheiro e um gambá estava circulando no restaurante que paramos depois que escureceu. 
Mas Ravi curtiu TANTO, TANTO que nem o demônio gelado em forma de pequeno anfíbio conseguiu atrapalhar meu dia.
Ele andou de velotrou, escalou, escorregou, nadou, mergulhou, bebeu água, correu, jogou bola. Quando entramos no carro ele apagou e só acordou hoje de manhã. A maior realização de que o sábado foi fantástico são as poucas fotos. Sabe comê é, né? 

Comentários

  1. nossa amiga que delicia, esse lugar deve ser incrivel! Vou te contar que meu sonho e do marido é ir morar em um sitio, ou fazenda! Tb tenho casa com quintal, e aqui na minha cidade n existe pracinhas assim legais pra criança, tem uma que acabaram de fazer que fica numa av super movimentada, ao lado da ciclovia.. o único lugar que me lembre agora....
    Queria criar nossos filhos num sitio, com animais, espaço, muito verde, quem sabe num futuro né... graças a Deus q n moramos em ap pq acho que ficaria doida!
    Coisa mais fofa o Ravi, vontade de morder ele e encher de beijos!

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