Baby friendly

No sábado eu iria participar de um Workshop para colocar em prática os planos de 2017, como esse workshop seria de 8:30 h às 16 h na Barra da Tijuca perguntei se eu poderia levar a Cecília, e a resposta me desmotivou "Pode levá-la mas considere que terão outros participantes no workshop e se o bebê começar a chorar ou fazer barulho você precisará ir para o andar de baixo para não atrapalhar os presentes."

Como assim se ela fazer barulho eu vou ter que ir pro andar de baixo????
Eu tenho bom senso, né? Se começasse um chororô desesperador que atrapalhasse eu ia sair, mas ir pra outro andar?

Óbvio que eu não fui ao workshop. Eu poderia ter deixado a Cecília com o pai, ele queria que eu tivesse feito isso, mas eu não conseguiria passar mais ou menos 12 horas (8:30 de worksho + 1:30 de ida + 1:30 de volta) de um bebê que mama em livre demanda.

As vezes ser mãe é um saco!

Nesse mesmo sábado em que eu deveria estar no workshop, eu estava no mercado e um pai na minha frente acompanhado de uma menina de mais ou menos 3 anos de idade estava passando as compras de olho no monitor da caixa, e ao fim deixou alguns itens, dentre eles uma cartela de danoninho. Guess what? A menina abriu o berreiro! Chorou muito, mesmo! E obviamente o povo começou a falar "Se fosse minha filha já tinha apanhado", "Meu filho nunca fez essas coisas.", E a resposta subiu na minha garganta.

Criança faz pirraça independente do seu nível de educação, naquele momento o pai tá tendo que lidar com a pirraça, com as sacolas na mão, a última coisa que ele precisava era de gente palpitando em como faria diferente.

O mundo é muito difícil para os pais, mas é ainda mais difícil para as crianças!

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